Esta febre que assola o mundo chamada telefonia celular, está trazendo uma série de discussões sobre as conseqüências imprevisíveis do avanço tecnológico, impossível de se acompanhar. São tantas as novidades que o Ser Humano está atônito, eu diria mesmo que perdido dentro desta parafernália virtual. A população explodindo demograficamente, sem limites de segurança compatíveis com as necessidades de habitação, saúde, educação, lazer, tudo isso impedindo um desenvolvimento saudável no exercício de suas cidadanias. O que se vê são as multidões caminhando apressadamente com o celular no ouvido, ou nos bares, restaurantes enfim em todos os lugares, numa ânsia de se estar falando com alguém e sendo objeto de atenção de outro ser humano. Nada me tira da cabeça que isto é o mais claro sinal indicativo de solidão, a necessidade, a afirmação de que não se está sozinho, que é objeto de atenção de outra pessoa, de passar o tempo em companhia de outra pessoa sem ter que ficar sozinho e enfrentar a si próprio em um interlocutório que poderá ser dramático em face do vazio de certezas em que se encontra.
Esta fuga de uma introspecção é acompanhada cada vez mais por adesões a eventos de massa, no meio da qual se sente amparada pela igualdade de sentimentos de frustração, de impotência e de desconhecimento de tudo que está em ritmo frenético de desenvolvimento tecnológico.
Celular é uma invenção fantástica de uma serventia imensa, mas que está atrapalhando por uso inadequado, o relacionamento humano. Eu diria que a sinceridade, a honestidade, o amor, a franqueza, sentimentos que se vislumbra numa conversa frente a frente, olhos nos olhos, estão deixando de ser verdadeiros, autênticos, pela facilidade da camuflagem virtual. Um exemplo: é mais fácil xingar uma pessoa mais forte do que agente ao telefone do que pessoalmente. Mentir é a coisa mais tranqüila do mundo ao telefone, pois pessoalmente exige-se uma “cara de pau” que não é muito comum se ter.
Para terminar gostaria de lembrar um ditado que diz: “A palavra é prata e o silencio é ouro”. É no silêncio que nos encontramos conosco mesmos e com Deus e nesta introspecção sempre conseguimos crescer espiritual, moral, e religiosamente.
Josué Antonio
josuevon@oi.com.br
terça-feira, 8 de abril de 2008
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