Meu amor não fenece
Ao contrário, ele cresce
A cada minuto de vida
E isto aumenta a ferida
De vê-la beijar alguém
Na minha frente, que desdém!
Sem que ele pedisse o beijo,
Somente por seu desejo.
Queria fosse o contrário
E ele bancasse o otário
De na minha frente tentar
Um beijo seu querer roubar.
Imagino já o coitado
No chão ensangüentado
Em murmúrio mal ouvido
Lamentar o gesto atrevido.
No entanto, que tristeza,
De meu amor a beleza
Maculada ficou por seu ato
Tal como um retrato
Que se faça retocar
E o retratado a odiar
Ficasse aquela imagem
De dizer não ser a sua
E a verdade nua e crua:
Ele muito mal retocado
E eu bem mal amado.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
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